Ah! A Festa da Carne!

26 de fevereiro de 2009 5 comentários

Só pra constar: carnaval de cu é rola. Pronto, agressividade inicial gratuita já inserida pra nos colocar em nossos respectivos quadrados. Agora vamos. Uma das vantagens de trabalhar todos os dias do ano é que não vejo (sinto ou percebo) a passagem do nosso querido carnaval, ou a “Festa da Carne”. Essa folia do macaco doido que deixa pessoas aparentemente normais completamente insanas temporariamente. Não gosto de gente. Melhor: não gosto de contato físico com várias pessoas suadas e fedidas, que se comportam como animais num cio coletivo, tipo uma gigantesca suruba amazônica. Só de ver imagens desses trios elétricos me dá uma agonia da porra, a massa vai pra lá, a massa vai pra cá, todos pulando e berrando como se não houvesse amanhã. Isso não é pra mim. Definitivamente.

Prefiro passar esses dias ressaltando a qualidade do novo disco da Lily Allen, ou então procurando a trilha sonora do Twilight pra alguma pré-adolescente descerebrada. Por falar nisso, já ouviu o novo disco do Kings of Leon? Bom pra porra.

Sei que é meio piegas esse discursinho nojento de “Não gosto de carnaval e blá blá blá”, mas é que é assim mesmo. Acredito até que seja uma experiência necessária, deve ser bom passar por isso pelo menos uma vez na vida (quando digo isso, me refiro a Salvador, 35º graus, gente feia, MUITA gente FEIA, pouco espaço, muito álcool e uma coxuda nas alturas berrando versos sem sentido). É mais uma história pra contar pros seus netos, revelar como foi interessante trocar fluidos com um ser sexualmente não identificável só porque você estava bêbado demais pra raciocinar um pouquinho e associar um pomo de adão a 18 centímetros de qualquer coisa.

Mas a questão não é essa, porque também acho que ir a uma guerra deve ser uma experiência tão interessante e traumatizante quanto. Sequelas graves são garantidas nos dois casos. A diferença básica fica no tipo de dano físico, uma perfuração de bala aqui, uma ardência estranha ali, umas tripas escapando por aqui, uma nova espécie de micose ali, e assim vai. Quem disse que temos que passar por todo tipo de experiência na vida? Não mesmo. Eu por exemplo, jamais pisarei em Salvador no primeiro trimestre de um ano. Do mesmo jeito que não vou defender meu país em alguma guerra improvável. Deixo essa missão pro Rambo, ele é bom nisso. Sério. Pergunta pro Trautman. Toda vez que começo a pensar em como seria legal dar uns tiros em algumas pessoas e ainda assim ser um herói, vou lá, carrego meu DVD e aperto o play gatilho  e deixo o Rambo fazer o trabalho sujo, corpos explodem, membros são decepados, ouço gritos e me sinto realizado na segurança do meu lar. E sabe por que? Porque o que você chama de inferno, o Rambo chama de lar! Simples assim, só não rola de fazer a mesma coisa com a Festa da Carne, o máximo que conseguiria extrair de um DVD do Carnaval Bahia 2009 seria um pouco de liquido biliar.

E até agora a pouco era Quarta Feira de Cinzas, e sabe por que o dia tem esse nome? Porque na Globo o Carnaval pega fogo! Rá. Eu sou engraçado. Fato. E trate de tirar esse sorriso amarelo do rosto, isso ou pare de tomar café e escove os dentes. Visitar um dentista não é errado.

Hoje eu tava de folga, então baseado na minha experiência te ensinarei a passar uma quarta-feira de cinzas completamente saudável. Siga as dicas:

Material necessário:

Um DVD edição especial dupla de Conan – O Bárbaro;

Uma lata edição limitada com 3 DVDs de Gladiador;

Tempo livre;

Preguiça;

Uma chuva encorajadora;

E tempo livre.

Um PC;

Conexão banda larga;

Mais uma porção de tempo livre.

Primeiro passo: durma até cansar. Acorde por volta das duas da tarde, tome café e volte pro quarto, vá a sua coleção de filmes e escolha algo simples e tranqüilo, tipo Conan – O Bárbaro, passe duas horas e dez minutos vendo brutalidade fria e sem sentido, coisa linda. O Enigma do Aço mermão! Depois coloque o DVD de extras, fique entediado e mude de idéia.

Segundo passo: não contente escolha algo mais brutal visualmente e com um pouco mais de filosofia (?), Gladiador é perfeito. Se você tiver adquirido no dia anterior uma edição especial com 3 DVDs melhor ainda. Depois observe como Maximus Decimus Meridius, comandante dos exércitos do Norte, general das legiões de Felix, servo leal do verdadeiro imperador, Marcus Aurelius. Pai de um filho assassinado, marido de uma esposa assassinada tem sua vingança. Foda demais. Poesia pura. Depois passe alguns minutos imaginado como seria legal ter uma espada de gladiador no meio da Estação Sé de Metrô no horário de pico e principalmente em como seria bom usá-la no estilo Conan, que nos perdoe o Maximus, é bem mais estiloso.

Terceiro passo: deixo tudo bagunçado, DVDs largados, TV ligada, home theater com caixas fora de ordem e expulse seu irmão do PC. Passe o resto da noite navegando em sites inúteis. Depois discuta um pouco no MSN com uma amiga que insiste em te dizer que você tem que parar de ser anti-social, use frases de efeito como “Eu não freqüento lugares chamados Happy News”, mantenha-se inflexível o tempo todo, faça chacota com todos os argumentos.

No fim de tudo isso tire umas duas horas pra escrever uma monte de besteira e fique feliz por isso, só pra mostrar que você é foda e tem um monte de DVD legal, poste no seu blogue pouco visitado e torça pra que algum desocupado leia e concorde com você.

Costuma funcionar pra mim.

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Categorias:Eita Mundão

Qualquer dia ai

27 de janeiro de 2009 2 comentários

Qualquer dia vou escrever uma parada bonita. Bonita mesmo. Dessas que arrancam leves suspiros e flatos disfarçados. Quando acontecer, vou parar, olhar para o que escrevi e dizer: “Caralho, isso é bonito!”. Enquanto não acontece digo “caralho” antes, escrevo depois e acho que podia ser bem mais bonito.

Se pá no mesmo dia viro poeta, artista plástico, intérprete de monólogos corrosivos (tchecos de preferência), cantor de dupla sertaneja em carreira solo, ator Global numa novela furreca da Record, ex-BBB, garçom de churrascaria vegetariana e qualquer outra profissão improvável (poetas e artistas, não se sintam cutucados, estamos falando de profissões!).

Ai sim, depois de tudo isso começarei um blog, terei uma bagagem da porra e posts novos não serão um parto.

***

Até lá só me resta dizer que Acordo Ortográfico de cu é rola. E se você tem problemas de disfunção erétil, fale com seu médico, eu falaria.

PS:  Pelo menos o novo acordo não arrancou minhas vírgulas! Rá!

Categorias:Devaneios

Unidos venceremos! Ou não.

14 de dezembro de 2008 6 comentários

Não ter sobre o que escrever é meio irritante. Não gostar da primeira frase numa tentativa de volta a escrita também (depois de um belo tempo…), mas fazer o quê? A gente vai levando. Não fazer chacota com o que vou escrevendo no momento parece inevitável, tentarei superar até o fim do parágrafo, aguarde e verá. Começar sentenças com “Não” é falta de estilo? E responder perguntando?

Textos cadenciados são um vicio, é como se fosse uma conversa comigo mesmo quando não estou prestando atenção no que falo. Agora, se me permitem, vamos aonde eu devia ter ido desde o começo. “Voltei a escrever” por uma razão bem simples, os blogues de dois amigos do trabalho me despertaram a vontade de escrever novamente. Ou mais ou menos isso. Na verdade a minha idéia é criar uma panelinha de blogueiros descolados, porque, se meu plano der certo, terei a incrível marca de 2 leitores fixos, um recorde por aqui.

Um dos motivos pra não dar continuidade nos meus vários blogues (tem até um que nasceu como uma idéia legal, mas nunca chegou a ter um puto de um post) é que ninguém comentava, e quando comentavam era melhor que não tivessem feito. Pois bem, conto essa historinha porque leio o blogue dos caras e não deixo nem um: Oi…MtU leGAu sEU Blog…GosTEi….. Então vou me redimir, tentarei falar um pouco de cada um e ainda deixarei os respectivos links, para que todos vocês (Rá!) possam acessar.

Vogal & Consoante do Amaurit

A escrita do Amaurit tem um forte tom lírico, meio poético, são textos mais literários, vamos forçar e classificar assim. O cara tem uma certa sensibilidade para escolher as palavras, é um romântico! E esse último texto (Ocasião)? Tem muito de pessoal não? Ou eu vejo e imagino coisas demais?

The Dogs Hits do Toloi

E o recém descoberto Dog Hits foi uma grata surpresa, o Toloi escreve com os pés, pisando forte. São textos mais viscerais, não tão literários, é como se fosse uma espécie de diário de sensações (faz sentido isso?). O menino escreve forte, aparenta ter um grande senso critico, isso ou estou imaginado coisas de novo.

O engraçado é que lendo os dois faço a inevitável comparação com meus textos. Se um é mais “lírico” e o outro mais “visceral” eu sou o quê? Já sei! Eu sou o cara que tira meleca do nariz. Isso! Soa bem aos meus ouvidos. Tento me explicar, não sei escrever sem tirar sarro de mim mesmo ou dos outros, simplesmente não sei, sou tipo o cara no trem lotado que indiscriminavelmente vai cutucando o nariz, se incomodado (a narina quase sangrando, mas sempre em frente, explorando) e incomodando os outros, mas não parando jamais! Comparação escatológica demais? Talvez, mas melhor que eu cutuque os nossos narizes do que outros orifícios que não podem ver a luz do sol. E agora sim, dou permissão para a expressão de asco (a famosa caradenojo).

Enfim, fica a dica para os dois diários virtuais blogues que já estão no blogroll ao lado. E a dica para acompanhar este aqui, que, se os deuses da internet permitirem, dessa vez vai!

E virgulas estão ai para serem usadas, certo?!

E comenta nessa porra! Não é porque eu não tomo banho que você não vai tomar também.

Categorias:Eita Mundão

Tá bom, mas e Agora José?

21 de fevereiro de 2008 5 comentários

Ninguém ai quer me pagar pra escrever aqui? Aceito até coxinha, mas só se for com catupiry. Pensar de graça cansa.

Não sou velho o suficiente pra ficar falando do passado e nem tão novo pra ficar sonhando com o futuro.

E nem tenho talento o suficiente pra ficar escrevendo frases de efeito, ou frases que tenham qualquer efeito.

E nem sei SE tenho talento, minha mãe não lê meus textos pra poder mentir e dizer que são bons. Um incentivo falso às vezes basta, tem tanta gente arrasando ui! por ai só porque suas respectivas matriarcas deram apoio quando não deviam.

Quando eu crescer vou ser menos entediado.

Acabei de ler o 1984 sinto a necessidade de parecer inteligente e fazer alguma referência rebuscada, coisa do tipo: “Winston sempre amou o Grande Irmão”.

PÁ PÁ RÁ – PÁ PÁ RÁ – PÁ PÁ RÁ PÁ PÁ

Aleatório:
Acepções
■ adjetivo
1 que depende das circunstâncias, do acaso; casual, fortuito, contingente
1.1 que depende de ocorrências imprevisíveis quanto a vantagens ou prejuízos
2 Rubrica: física.
referente a fenômenos físicos para os quais as variáveis tomam valores segundo uma determinada lei de probabilidade (p.ex., o movimento browniano)
Etimologia
lat. aleatorìus,a,um ‘relativo a jogo de azar ou aos jogadores’, der. de aleátor,óris ‘jogador’, e este de alèa,ae ‘dado de jogar; jogo de dados; qualquer jogo de azar’; ver aleator(i)-

Já sei! Vou virar poeta!

E depois revolucionário, começo amanhã. Quero ver a cara da atendente do Mc Donalds quando eu pedir um Big Mac SEM picles! O sistema que me aguarde.

Eu tenho um papagaio. Ele gosta de comer pedaços de frango.

Três notas Silvio, eu mato essa em três notas, vai lá Maestro Zezinho, manda ae.

Tinha um rato morto no telhado de casa hoje. Acho que ele também gostava de pedaços de frango. Mas não tinha asas!

Créu! (Velocidade 6)

E isso crianças, é uma música triste:

E como todos já suspeitavam: É UMA CILADA BINO!!

O último Vermelho

15 de julho de 2007 Deixe um comentário

A tentativa de assassinato do Presidente da República por uma jovem estudante de História chocou o país. As manchetes dos principais jornais destacavam a explicação da moça sobre seus motivos: A Bolha de Bão Baulo dizia: QUE MUNDO ENTENDE? Já o O Blobo era mais agressivo: DE QUE MUNDO VEIO ESSA AMEAÇA A SEGURANÇA DO PAÍS? O Bornal da Barde dizia: PARA ONDE VAI O MUNDO? Até o gigante norte americano Bew Bork Bimes, na seção Ass of the World deu atenção à notícia.

Tudo isso por que a jovem tentou “matar” o presidente num dos clássicos, mas cada vez mais raros comícios do líder da nação. Dessa vez seria para anunciar o novo programa do Governo Federal, o apelidado Bolsa Desgraça, o polêmico programa que dava bônus para as famílias que sofriam alguma grande perda causada por fatores como a miséria. Por cada “tragédia” as famílias ganham “pontos” no cartão magnético. Morte de idoso vale 5 pontos, adulto por doença, excesso de trabalho (ou a falta de), ou cirrose varia de 10 a 25 pontos, já crianças acima de três anos (crianças acima de onze anos são consideradas adultas e aptas ao trabalho) em qualquer circunstância valem 30 pontos, e finalmente crianças de até três anos falecidas por desnutrição valem 200 pontos. Os pontos podem ser trocados por roupas, mantimentos e em alguns postos por água, a cotação do Dólar é levada em conta para calcular o valor dos pontos, que normalmente gira em torno de R$ 0,03 cada ponto.

O ataque se deu quando o presidente desceu para junto do povo e pegou uma criança no colo dizendo: “Esse menininha linda vale 200 pontos!” A estudante, que estava armada com uma faca de rocambole, tentou acertar a jugular do Presidente, mas não obteve êxito, como relatam os presentes o atacado conseguiu se desvencilhar na hora exata, perdendo apenas o outro dedo mindinho. A menina caiu no chão, sua mãe começou a gritar e a puxar o terno de corte italiano do Presidente: “Quero meus 200 pontos, mataram a minha filha!!”, gritava ela, o presidente Buba tentando se soltar deu dois socos na boca da mulher, resmungando: “Sua filha nem se arranhou sua pobre”, uma dentada surpresa arrancou seu anular, agora lhe faltam três dedos.

Após ser detida a jovem tentou se explicar, quando foi questionada sobre seus motivos apenas respondeu: “O que me consola é que o Mundo vai me entender”, e não disse mais nada. Essa declaração causou furor no imprensa, porque de certa forma ninguém entendia os motivos dela, afinal o presidente estava fazendo um ótimo trabalho, o número de flagelados da seca vinha diminuindo drasticamente, as famílias pobres estavam ganhando o suficiente para se sustentar com o novo programa, o sistema de pontos funcionava bem…

***

− Boa noite! − Disse o engomadinho da TV.

− Boa noite o caralho − Respondeu o barbudo sentando numa poltrona velha, sua tatuagem do Che estava enrugada, ao fundo se destacava o volume do Manifesto do Partido Comunista de Marx, que virou pé de geladeira.

Raimundo desligou a TV, e suspirando disse:

− Eu te entendo Marta.

Coçando a bunda lembrou que amanhã tinha que dar aula pra nova turma, desconfiou que dessa vez ia mudar o discurso…

Trabalho duro!

15 de julho de 2007 Deixe um comentário

“ − Senhores passageiros, não me desculpem por estar interrompendo a viagem de vocês, passei jogando na cara de alguns esta deliciosa barra de chocolate recheada com paçoca, como podem ver a data de validade está vencida, o cheiro é horrível assim mesmo, vai ficar nas suas roupas pra sempre, a empresa que fabrica é de origem duvidosa… Estou vendendo estes produtos porque tenho que sustentar o meu vicio e o do meu irmão, meus filhos vão passar fome mesmo, não tem problema, já acostumaram. E FAlo COM essa voz iRRItanTE pra CHAmar a aTENção MESmo, então parem de fingir que não existo e colaborem comigo. Uma barra é R$ 100,00, duas é R$300,00. Lembrem-se, eu podia estar matando, roubando, estrupando, mas não, to aqui porque sou um cuzão e tenho medo de tomar tiro. Enfim, quem puder estar me ajudando eu quero que se foda, e quem não puder que se foda da mesma forma.”

Meia noite na minha rua

15 de julho de 2007 Deixe um comentário

Hoje vi três vacas na minha rua. É sério, não ria. Não sei de onde vinham e nem pra onde iam, e não importa, só sei que vi. O chato é que uma me encarou, outra me xingou de filho da puta, tenho certeza, sei ler lábios, mesmo de vacas. Pensei na hora em ofendê-la de todas as formas cabiveis, falar sobre seu pai e seus chifres, dizer que sua mãe era uma vaca, ou então partir pro pessoal e falar da aparência dela, dizer que tinha manchas na pele, que tava com os peitos caidos, essas coisas… mas achei melhor vir pra casa escrever esse post absurdo.

Agora só falta saber se foi o sono, o pagode no carro do meu amigo, a professora de inglês, a coxinha com catupiry, a aula de literatura brasileira ou falta de noção total que me transformaram no Dr. Doolittle.

Categorias:What a fuck?...